O que são altcoins?

2.11.2019

Altcoins, as moedas digitais alternativas, já compõem um grupo de mais de 4.000 criptomoedas. Mas por que tantas? E isso é bom para a economia digital? 

As criptomoedas, em uma definição genérica, são moedas digitais que rodam em blockchains. Isso quer dizer que são moedas que existem virtualmente, na internet, mas que pretendem resolver problemas do mundo real.

O Bitcoin inaugurou uma nova era na economia global, trazendo um novo paradigma tecnológico que vários empreendedores e desenvolvedores estão utilizando para criar novos projetos e modelos de negócio envolvendo blockchain.

Com isso, mais de 4.800 altcoins foram criadas até hoje (novembro de 2019), com os mais variados objetivos e tecnologias aplicadas. Porém, é preciso ter cuidado: algumas dessas moedas digitais alternativas querem ser, de fato, soluções para problemas reais do mundo, e outras são apenas especulações financeiras.

 

O que são altcoins?

No geral, para responder o que são altcoins, é preciso entender que a maior parte das altcoins são construídas sobre a estrutura básica fornecida pelo Bitcoin, mas se projetam como uma opção melhor do que ele. E isso acontece principalmente por causa da popularidade dessa criptomoeda pioneira na economia digital.

Elas buscam trabalhar sobre algumas limitações técnicas do Bitcoin – escalabilidade, velocidade de transação, entre outras -, criando tecnologias mais avançadas e com maiores vantagens competitivas.

E mesmo com as altcoins utilizando diversos recursos já existentes como base para o desenvolvimento de novas funções e recursos, essas criptomoedas alternativas variam muito entre si, seja por conta dos algoritmos usados, aprimoramento de aplicativos, maior segurança digital para os usuários, enfim, as possibilidades são enormes.

 

Elas são boas para a economia?

Como qualquer outra nova tecnologia, existem riscos envolvidos no uso de moedas digitais. No entanto, não podemos deixar de lado os pontos positivos desses digital assets para a economia como um todo. O fato é que os blockchains têm um potencial enorme para gerar uma disrupção no sistema financeiro global e em outros setores.

E não estamos falando de uma ameaça ao sistema financeiro vigente, mas sim de uma otimização dele. Em relação à unificação dos registros de transações de informação e valores, os blockchains vão acelerar os processos de uma forma nunca antes vista.

Mas seria ingênuo acreditar que as moedas digitais e tecnologias de blockchain vão resolver todos os problemas econômicos do planeta. Elas podem reduzir exponencialmente os custos com transações internacionais, facilitando a integração econômica internacional, além de uma série de outros benefícios – alguns deles que ainda nem imaginamos.

Além disso, a democratização de investimentos em digital assets, que acontece junto com o nascimento das altcoins, permite que novos projetos e inovações consigam captar recursos financeiros e sejam bem-sucedidos de forma mais prática e ágil.

Então, com o nascimento desse mercado de altcoins, diversos investidores e especuladores têm olhado para essa oportunidade.

 

Mas será que as moedas digitais alternativas são boas opções de investimento?

Antes de pensar em investir em moedas digitais alternativas ou até mesmo no Bitcoin, que já possui uma certa popularidade, você precisa ter certeza de dois pontos principais: de que você entendeu o que dá valor a uma criptomoeda e que nenhum investimento é garantido, em especial, o investimento em moedas digitais.

Dito isto, alguns investidores escolhem as altcoins porque eles pessoalmente acreditam na visão de negócios do projeto ou no caso de uso daquela moeda digital específica. Outros podem investir apenas por conta do hype (termos usado para definir um assunto bastante discutido no momento) que uma altcoin está gerando no momento e no potencial que ela tem para valorização.

As razões podem variar, mas o investimento em digital assets tem o mesmo objetivo que os investimentos tradicionais. E essa nova modalidade de investimento traz sim retornos financeiros para quem aposta em criptomoedas. Mesmo assim, é preciso estudar bastante para tentar prever pelo menos alguns pontos mais relacionados à economia, política e sociedade.

 

As 5 principais altcoins

Agora, vamos avaliar algumas das moedas digitais alternativas mais importantes da atual economia digital. No entanto, vale ressaltar: é impossível que essa lista seja totalmente abrangente, afinal estamos falando de mais de 4.800 criptomoedas alternativas e tokens.

Os critérios para essa seleção são, essencialmente:

  • Comunidade dedicada ao desenvolvimento de novos projetos
  • Tecnologia eficiente
  • Popularidade
  • Time altamente qualificado

1- Litecoin (LTC)

Uma das primeiras moedas digitais alternativas criadas depois do Bitcoin, a Litecoin foi lançada em outubro de 2011. Ela é reconhecida como uma das principais competidoras da moeda digital pioneira.

Apesar de ter códigos, protocolos e funcionalidades parecidas com o Bitcoin, ela permite que as transações de mineração sejam aprovadas a cada dois minutos e meio (bem menos que os 10 minutos do Bitcoin) e possui um total de 84 milhões de unidades que podem ser criadas.

O valor de mercado dela hoje é de US$ 3,84 bilhões e o valor individual já chega aos US$ 60,00.

2- Ripple (XRP)

A Ripple tem como foco oferecer soluções de pagamentos internacionais instantâneos e com baixo custo. Foi lançada em 2012 com um método de consenso diferente do que é usado no blockchain do Bitcoin, já que não exige mineração para fazer as confirmações das transações, o que minimiza a latência da rede e agiliza todo o processo.

A XRP continua sendo uma das moedas digitais mais atraentes entre as instituições financeiras tradicionais que procuram maneiras de revolucionar os pagamentos globais. O valor de mercado da Ripple já ultrapassou os US$ 12 bilhões em 2019 e seu valor individual gira em torno de US$ 0,29 (novembro de 2019).

3- Ether (ETH)

Já falamos dessa criptomoeda em outros artigos aqui do blog. Ela é uma das mais conhecidas do mercado digital e seu blockchain – a Ethereum – foi lançada em 2015 como uma plataforma descentralizada que permite a criação e a execução de contratos inteligentes e aplicativos distribuídos (DApps) sem tempo de inatividade, fraude, controle ou interferência de terceiros.

Depois de sofrer um ataque hacker em 2016, a Ethereum se dividiu em duas: Ethereum (ETH) e Ethereum Classic (ETC). A Ether atualmente (novembro de 2019) tem um valor de mercado de US$ 20 bilhões aproximadamente, e seu valor individual é de US$ 184.

4- Stellar (XLM)

Como o Ethereum, o blockchain da XLM é seu principal ponto de venda. Com a integração de protocolos de contratos inteligentes, a Stellar está em alta demanda, tanto por instituições financeiras mais tradicionais quanto por grandes empresas.

Alguns bancos já começaram a usar a XLM para lidar com transações financeiras internacionais feitas entre as sedes de uma mesma empresa com múltiplas moedas reais de vários países.

Seu valor de mercado é de US$ 1.38 bilhão (novembro de 2019) e o valor individual é de US$ 0,06.

5-  Cardano (ADA)

A Cardano é uma plataforma para Dapps e contratos inteligentes, que oferece basicamente os mesmos recursos que a Ethereum, mas que busca solucionar alguns problemas maiores que afetam as criptomoedas em todos os lugares, como interoperabilidade e escalabilidade.

Além disso, ela também busca resolver questões relacionadas aos pagamentos internacionais, diminuindo o tempo de processamento das transações de de dias para segundos.

Seu valor de mercado está em pouco mais de US$ 1 bilhão e seu valor individual é de aproximadamente US$ 0.042.

 

sobre o autor


Redação

Redação

Somos um site focado em criptomoedas e tudo o que permeia este universo. Voltado para todos os públicos interessados, desde os que querem aprender mais sobre o assunto até os que tem vontade de se aprofundar, o Future of Money oferece um rico conteúdo de forma simples e objetiva para disseminar cada vez mais o conhecimento sobre os digital assets.

mais artigos do autor