O que é e como surgiu o Ethereum?

1.11.2019

Um dos blockchains mais conhecidos na economia digital, o Ethereum surgiu em 2015 e tem um potencial enorme em termos tecnológicos

Conforme a própria definição encontrada em seu site oficial, o Ethereum é uma plataforma global de código aberto para aplicativos descentralizados – um blockchain. No Ethereum, você pode escrever um algoritmo de programação que é executado na rede distribuída exatamente como foi programado e que está acessível em qualquer lugar do mundo.

Mas o que isso quer dizer exatamente?

Que o Ethereum pretende ser uma base para uma nova era da internet. Uma internet onde:

  • os usuários possam escrever seus algoritmos que serão executados por toda a rede
  • o dinheiro e os pagamentos são feitos dentro da rede
  • os usuários têm a propriedade de seus dados pessoais e a garantia de que seus aplicativos não os utilizem sem permissão
  • todos têm acesso a um sistema financeiro aberto
  • a infraestrutura seja neutra, de acesso livre e não controlada por uma empresa ou usuário

 

O que é o Ethereum?

O Ethereum representa um blockchain programável e descentralizado. Em outras palavras, desenvolvedores de software podem utilizar esse blockchain para criar contratos inteligentes – que são aplicações digitais distribuídas -, e que rodarão na rede enquanto ela estiver funcionando. Por estarem rodando em um blockchain, são muito mais difíceis de serem fraudados, ou sofrerem interferência de terceiros.

Ele, ao contrário do blockchain do Bitcoin, que possui apenas uma função direta – fazer transações financeiras -, se comporta mais como uma loja de aplicações, oferecendo a desenvolvedores um espaço para a criação dessas aplicações e uma tecnologia distribuída que permite agilidade no processo e maior segurança digital.

Exatamente como outros blockchains, o Ethereum possui uma criptomoeda nativa chamada Ether (ETH) que, como o Bitcoin, é descentralizada, não controlada por empresas. Essa moeda digital é utilizada pelos usuários da plataforma para pagar os desenvolvedores que se dedicam a criar aplicações usando esse blockchain especificamente.

Há outro ponto importante que precisa ser mencionado sobre o Ether: sua escassez. Assim como o Bitcoin, essa moeda digital foi lançada com um limite de unidades – 72 milhões, no caso. No entanto, esse número já foi emitido:

Criptomoedas em circulação

  • Bitcoin = 21 milhões de BTCs
  • Ether = 108.399,106 de ETHs (novembro de 2019)

O bitcoin tem uma oferta máxima de 21 milhões e só recentemente atingiu os 18 milhões de BTCs minerados. Já o Ethereum optou por não definir um limite para a oferta total de Ethers, porém essa já é uma premissa programada de uma emissão de 18 milhões de novos Ethers por ano.

 

Como surgiu o Ethereum?

O Ethereum foi proposta no final de 2013 por Vitalik Buterin, pesquisador e programador de criptomoedas. O desenvolvimento foi financiado por um crowdsale on-line que ocorreu em 2014. A plataforma finalmente foi lançada em julho de 2015 e foi recebida de forma entusiasmada pela comunidade de desenvolvedores.

Isso aconteceu principalmente pelo fato de que esse blockchain pode ser usada para codificar, descentralizar, proteger e negociar praticamente qualquer coisa. Entre 2015 e 2017, a demanda de uso da plataforma cresceu bastante, com usuários pagando para para a criação das mais diversas aplicações, desde canais de pagamento até uma aplicação descentralizada de previsão de mercado.

 

O ataque à DAO e a divisão do Ethereum

Em 2016, o Ethereum passou por um ataque a uma aplicação bastante específica: a DAO (Decentralized  Autonomous Organization, ou Organização Autônoma Descentralizada), criada com o objetivo de fornecer um novo modelo de negócios descentralizado para a organização de empresas comerciais e sem fins lucrativos.

Depois do maior levantamento de fundos da história do Ethereum até então, alguns usuários da blockchain se aproveitaram de vulnerabilidade no código da DAO que permitiu o desvio de ⅓ dos fundos do projeto DAO para uma conta subsidiária.

Pouco tempo depois, a comunidade de desenvolvedores do Ethereum resolveu fazer um hard-fork no blockchain Ethereum para restaurar os fundos para o contrato original da DAO.

Isso gerou dois Ethereums: o blockchain original, que ficou conhecido como Ethereum Classic, e a outra parte do blockchain que ficou conhecido como Ethereum apenas, cada um com uma criptomoeda diferente: ETC e ETH, respectivamente.

Agora, falando em valor de mercado e valores individuais, segundo o Coinmarketcap:

Ethereum Classic (ETC) = US$ 566 bilhões | US$ 4,94

Ethereum (ETH) = US$ 20 bilhões | US$ 186,51

(números aproximados de novembro de 2019)

 

Ethereum 2.0: mais eficiente

O que significa Ethereum 2.0? É mais um uma divisão desse blockchain? Não. Na verdade, trata-se de uma atualização do Ethereum. A previsão é que seu lançamento seja feito no começo de 2020. Com ela, a plataforma conseguirá uma  economia de consumo de energia em 99%, tornando-se super eficiente.

Os usuários da plataforma também conseguirão minerar ETHs sem precisar de equipamentos caros, com a implementação da Prova de Participação (POS ou proof-of-stake).

Esse novo método de consenso tem como base a seleção randômica de um usuário que quer criar um bloco no Ethereum e separa o stake – a quantidade de ETHs que ele oferece em uma transação – desse usuário. Se por algum motivo esse bloco for uma falsificação, o usuário perde automaticamente os ETHs colocados em stake.

 

Vale a pena investir em Ethereum?

Investir em Ether, como qualquer outro tipo de investimento, tem prós e contras:

Pontos positivos

  • Ser uma moeda digital descentralizada
  • Usar tecnologias de smart contracts
  • Ter uma equipe focada no desenvolvimento da plataforma
  • Ter um ambiente de desenvolvimentos de aplicações distribuídas

Pontos negativos

  • Limitações técnicas no que se refere à escalabilidade
  • Alta volatilidade
  • Até o momento, um alto consumo de energia

 

Algumas das maneiras de investir em Ethereum são:

Comprar Ethers (direto em exchanges)

Atualmente, já existem algumas empresas no Brasil que fazem a compra e venda de Ether no país, o que facilita bastante o processo, trazendo mais confiança e diminuindo custos com taxas.

Minerar Ether

Como no blockchain do Bitcoin, os mineradores são parte essencial do Ethereum. E com o Ethereum 2.0, a possibilidade de minerar novamente uma criptomoeda pode se tornar realidade até para leigos, gerando possíveis ganhos sem um investimento tão alto em equipamentos.

 

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